Fotografia: Lucky Robot

Uma pergunta para uma resposta de um milhão de dólares: como vai ser o futuro do jornalismo e dos media? Os homens fortes da Google, Eric Schmidt e Jared Cohen, apontam o caminho em A Nova Era Digital: “o papel dos meios de comunicação tradicionais será primordialmente de agregador, zelador e verificador, uma espécie de filtro de credibilidade que peneire todos os dados e destaque o que vale e o que não vale a pena ler, compreender e crer”[1].

A enorme inflação de peças noticiosas e informação de baixa qualidade na Internet fará com que as elites continuem a confiar nas instituições de comunicação social tradicionais, que, embora em menor número, continuarão a ter um papel fundamental como mediadores da nossa realidade social. Mas a proliferação de sites de informação anónimos e de figuras públicas continuará a aumentar, pondo permanentemente em causa a sobrevivência de algumas organizações mais conservadoras e inertes.

Os autores garantem que no futuro, de modo a garantir a confidencialidade das comunicações, o jornalismo criará uma categoria nova de colaboradores: os especialistas em criptografia. Esta tendência, apoiada por audiências cada vez maiores, resultado da expansão da conectividade a países onde a imprensa ainda não é livre, garantirá que, “mesmo que o sistema judicial de um país seja demasiado corrupto ou inepto para lidar devidamente com as maçãs podres, elas podem ainda assim ser julgadas online através dos media”[2].

[1] Eric Shmidt & Jared Cohen, A Nova Era Digital, p. 65.
[2] Ibid., p. 71.
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